Na parte da manhã, a facilitadora Tatiana Cordero (Equador) realizou seu seminário “¿Curar a homossexualidade?”, para o qual propôs uma intensa dinâmica de apresentação em que as e os participantes detectaram e compartilharam os fatores – negativos e positivos – que possibilitaram sua saída do armário (ou seja, assimir e visibilizar publicamente sua identidade de gênero e sua orientação sexual). O marco proposto para gerar estas narrativas foi chamado de biografia do prazer.

Logo depois dos relatos, a facilitadora aprofundou o tema em torno das relações que se forjam entre a instituição “família” e os processos que as pessoas LGBTI realizam para assumir suas identidades, e de como essas pessoas são vitimas de constantes violências originadas em conceitos fundamentalistas. Explicou também a luta contra as chamadas “clínicas de reabilitação e cura da homossexualidade”, no Equador.

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À tarde, Roxana Vásquez (Peru) coordenou o seminário “Argumentações sobre direitos sexuais”, falando sobre os fundamentalismos religiosos e sua incidência nos temas de direitos sexuais. Convidou os e as participantes a analisar criticamente as ações organizadas pelo coletivo LGBTI no Peru e em outros territórios a respeito do encobrimento da Igreja Católica acerca dos casos de pedofilia que vêm acontecendo nesta institução. Divididos em dois grupos de trabalho, os e as participantes discutiram e propuseram, por um lado, os cinco melhores argumentos dos grupos fundamentalistas religiosos contra os direitos sexuais; e por outro lado os cinco melhores argumentos a favor desses direitos. Para fechar a sessão, os argumentos apresentados pelos grupos foram debatidos, com a finalidade de elaborar estratégias que permitam às e aos ativistas LGBTI enfrentar com acuidade os ataques fundamentalistas.

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