Juan Manuel Burgos

O dia começou a cargo de Marcelo Ferreyra (Argentina), que falou sobre o funcionamento dos sistemas internacionais de Direitos Humanos e a participação das organizações da sociedade civil, em especial sobre os relatórios-sombra, que são avaliações da sociedade civil sobre violações de direitos humanos para influenciar as decisões oficiais de representantes dos países nas reuniões das Nações Unidas.

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Em seguida, passamos a uma dinâmica de grupo em que os participantes interpretaram papéis de representantes de países em uma sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, para o que foram entregues aos e às participantes scripts com o perfil e a descrição do que cada pessoa iria defender. Os papéis não coincidiam em nenhum caso com as identidades das/os participantes, o que demandou um esforço significativo para desenvolver a atividade. Tratava-se de encarnar as e os representantes dos países nesta instância da ONU com um roteiro baseado em uma sessão real, criados por Alejandra Sardà.

Logo depois da dramatização, as e os participantes refletiram acerca das identidades e das posições (muitas delas fundamentalistas) que tiveram que assumir para interpretar suas personagens, como isto impactou em seus discursos e como operam os fundamentalismos nas diferentes alianças e articulações que acontecem nos espaços de negociação política.

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