No café damanhã, juntaram-se a nós *s demais participantes do Instituto, e uma vez no salão, procedemos a uma intensa dinâmica de apresentação onde as pessoas puderam compartilhar suas distintas realidades e experiências como ativistas LGBTI.

Algumas novas normas de convivência foram incorporadas, e começamos a trabalhar em grupos (formados por blocos geográficos), realizando mapeamentos acerca de sua realidade como ativistas (aspectos favoráveis e desfavoráveis nos países representados) e detectando quais são os grupos e instituições aliadas e quais não são aliadas quando se trata de levar adiante as agendas políticas.

Logo depois do almoço, o facilitador Marco Huaco (Peru) apresentou uma exaustiva palestra com a qual introduziu às/aos participantes na problemática dos fundamentalismos religiosos em seus distintos modos (total, intransigente e dogmático), atravessados pelas noções de religião, modernidade e secularização; A partir de uma perspectiva histórica (religiões originárias, protestantismo histórico, catolicismos, evangélicos na América Latina etc); e também em relação aos direitos humanos, instituições sociais, integrismo, partido republicano, democracia, Estados laicos, cenários variados em que acontecem e, finalmente, a diversidade religiosa.